Excursões privadas no Porto e arredores
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Programa Trás-Os-Montes - Viaje por aquela que foi uma das mais florescentes cidades romanas da Península Ibérica. Bragança conta histórias de desamores e adultérios reais. Visite o castelo e não deixe de se impressionar com a muralha medieval que rodeia a cidadela. Fora dela, Bragança é uma cidade animada e acolhedora. Testemunhe-o passeando pelas ruas onde se erguem palácios da antiga nobreza.
Uma impressionante muralha medieval rodeia a cidadela de Bragança onde sobressai a gigantesca Torre de Menagem, vigilante medieval de olhos atentos nas fronteiras. Das 15 torres à sua volta tem especial significado a Torre da Princesa. A entrada na cidadela faz-se pela Porta da Vila onde nos acolhe a figura de D. Fernando, segundo Duque de Bragança. Subindo a rua até à praça de armas vai-se impondo a impressionante grandeza da Torre de Menagem. Lá dentro, o museu Militar conta a história centenária do castelo e o último piso é um admirável miradouro sobre a cidade e a vastidão dos horizontes de montanhas cor de bronze da bela paisagem de Trás-os-Montes. Ainda no recinto, um curioso pelourinho assente num berrão (porco) de pedra lembra os povos celtas que habitaram a região e a singular Domus Municipalis, onde nos tempos medievais se reunia o Senado municipal, é um belo e raro exemplo de arquitectura civil românica. Fora das muralhas Bragança é uma cidade animada por gente acolhedora e ruas onde se perfilam palácios da nobreza.
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Mirandela fica no fim da estreita e pitoresca linha ferroviária do Tua, e é conhecida pelos seus bonitos jardins que descem até ao rio Tua e pela «Ponte Velha», de estilo românico e com 20 arcos assimétricos. O castelo e o pelourinho já desapareceram, mas vale a pena visitar a Igreja Matriz setecentista e os Paços do Concelho, igualmente do século XVII, e que foram antes o Palácio dos Távoras, imponente construção nobre reedificada no século XVII, o Palácio dos Condes de Vinhais, a cerca amuralhada da qual resta apenas a Porta de Sto. António, a ponte velha, que continua a constituir uma incógnita quanto à data de construção e que constituem valores patrimoniais e a cultura de um povo. Em Mirandela nasceu também, com exemplo dado, o conceito de cidade jardim. O culto da flor invadiu todos os espaços. Milhares de belas flores estendem-se por uma cidade inteira que vale a pena visitar. Por todo o concelho há vestígios de povoamento pré-histórico, bem documentado por monumentos megalíticos e diversos castros. O Santuário de Nossa Senhora do Amparo proporciona uma bela panorâmica dos arredores. Ao falar de Mirandela, é inevitável mencionar a sua mais famosa especialidade gastronómica: a alheira, feita de carne de porco, galo, galinha, caça e pão, e temperada com alho, louro, pimentão e, por vezes, um pouco de piripiri.
A vila de Murça é especialmente conhecida pela «Porca», uma escultura em granito que data da Idade do Ferro e que esteve provavelmente ligada a cultos de fertilidade. Ergue-se no jardim da praça central, com os seus impressionantes 2,8 metros de medida no ventre, 1,10 m de altura e 1,85 m de comprimento. O património histórico-arquitectónico mais significativo encontra-se, é óbvio, na parte antiga. Mais que qualquer outro monumento, é a chamada Porca de Murça que simboliza a vila. A proximidade à exploração aurífera de Jales determina a existência de alguns vestígios da romanização, nomeadamente pontes e calçadas. De épocas ainda anteriores, existem alguns monumentos megalíticos e castros, dos quais o mais conhecido e explorado é o Crasto de Palheiros. Capela da Misericórdia de Murça - A capela destaca-se na envolvência urbana pela cenográfica fachada barroca, profusamente decorada. Pelourinho de Murça - De entre as estruturas que ilustram a antiguidade da povoação, destaca-se o “Pelourinho de Murça”, incluído na classificação de edifícios antigos como “monumentos nacionais”. Símbolo maior da autonomia e do poder municipais, o pelourinho remonta ao século XVI. Murça é conhecida pelo seu mel, queijo de cabra e enchidos. Na sua gastronomia sobressaem os derivados da matança do porco. O edifício dos Paços do Concelho é um solar do século XVII. Ocupa toda a ala Norte da Praça 5 de Outubro – a Praça Velha – onde estão os símbolos da autonomia, do poder, e dos afectos, onde se percebe o convívio dos moradores e a visita afectiva dos emigrantes, que fazem da “Praça Velha” uma âncora para fundear as saudades. Ainda edifício da Câmara Municipal, é o antigo Mosteiro das freiras beneditinas, cuja origem e acção social marcou profundamente a vila de Murça.
Nas margens do Rio Corgo, a cidade de Vila Real ergue-se a cerca de 450 metros de altitude. Considerada nos séculos XVII e XVIII como a “Corte de Trás-os-Montes”, título ganho com a presença dos nobres que aqui se fixaram. São várias as casas senhoriais, legados dessa época, que podem ser vistas ainda hoje. A presença romana encontra-se visível em ruínas que resistiram ao tempo, como é o caso da Arca Tumular Românica junto à Igreja do Salvador. Visite também o Museu de Vila Real, para compreender um pouco melhor a história da cidade. Não deixe ainda de passar pelo Palácio ou Casa de Mateus. A Casa de Mateus foi edificada durante a primeira metade do século XVIII e é uma edificação barroca de grande beleza e de raro efeito plástico e arquitectónico. Uma parte da casa encontra-se aberta ao público através de visitas guiadas, apresentando-se como uma autêntica casa museu. Ao longo da visita percorre-se o salão nobre, a biblioteca e várias salas onde se observam peças de mobiliário e faiança de incalculável valor. A capela e os jardins são também dignos de visita. Cabe destacar que é também famoso o vinho Mateus, o mais emblemático dos vinhos rosés em Portugal.
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...Trás-os-Montes e Alto Douro situa-se no Nordeste de Portugal continental, correspondendo aos distritos de Vila Real e Bragança, bem como a quatro concelhos do distrito de Viseu e a um concelho do distrito da Guarda. Faz fronteira com a Espanha, a norte e a leste, e confina com as províncias da Beira Alta, a sul, e do Douro Litoral e do Minho, a oeste. O relevo desta região é formado por um conjunto de altas plataformas onduladas cortadas por vales e bacias muito profundas. O seu clima é mediterrânico com influência continental, mais agreste e frio nas áreas planálticas, mais quente nas áreas profundas encaixadas do Douro. Além da vinha - em especial a vinha da Região Demarcada do vinho do Porto, onde a paisagem se individualiza com as suas imensas encostas e quintas -, produz culturas como o centeio, a cevada e a batata. Esta região apresenta, nos seus principais pratos típicos, o pão e as bolas; bacalhau, alheiras, presunto, cabrito e vitela, com destaque para a posta mirandesa; peixes de rio, como a truta; grelos, feijão, cogumelos e castanhas; folares, queijadas e bolos de mel, entre outros. A região de Trás-os- Montes é uma das mais ricas em achados arqueológicos de toda a ordem e de todas as épocas. São de assinalar as estações do paleolítico da serra do Brunheiró e Bóbeda, bem como dólmenes e povoados do período Neo- eneolítico. A famosa ponte de Trajano, por seu turno, é um dos melhores exemplares da arquitectura romana em Portugal. Esta região possui um folclore muito rico, patente, por exemplo, nos seus dialectos (sendinês, mirandês, guadramilês e riodonorês). A música tradicional é uma das mais relevantes do país. São de um lirismo extremamente sóbrio e penetrante, quer os hinos sagrados e cânticos de trabalho, quer os poemas de amor e de morte em que se expande a alma do povo duriense e transmontano...
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