Excursões privadas no Porto e arredores
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Trás-Os-Montes - Bragança, Mirandela, Murça, Vila Real - dia completo
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Programa
Trás-Os-Montes - Viaje por aquela que foi uma das mais florescentes cidades romanas da Península Ibérica. Chaves, ou "Aquae Flaviae"
era conhecida dos centuriões pelas águas medicinais que brotam da terra a 73º C. Desse tempo imperial, veja a bonita ponte romana sobre
o Tâmega e as termas, que acolhem termalistas à procura das propriedades medicinais da água e de todo o descanso que podem usufruir
na região.
Bragança conta histórias de desamores e adultérios reais. Visite o castelo e não deixe de se impressionar com a muralha medieval que
rodeia a cidadela. Fora dela, Bragança é uma cidade animada e acolhedora. Testemunhe-o passeando pelas ruas onde se erguem palácios da
antiga nobreza.
Fora das grandes cidades, no campo, procure aldeias remotas onde subsiste a mais genuína tradição comunitária. As aldeias do concelho
de Montalegre, perto de Chaves, e as de Guadramil e Rio de Onor, no Parque Natural de Montesinho, esperam uma visita.
Onde o Douro resolveu entrar em Portugal, perto da fronteira, encontre uma terra de forte personalidade. Em Miranda do Douro, ouça o
tocar da gaita de foles celta, veja as danças dos pauliteiros e ouça o "Mirandês", um dialecto único em Portugal que só se fala nesta região.

Uma impressionante muralha medieval rodeia a cidadela de Bragança onde sobressai a gigantesca Torre de Menagem, vigilante medieval de
olhos atentos nas fronteiras.
Das 15 torres à sua volta tem especial significado a Torre da Princesa.
A entrada na cidadela faz-se pela Porta da Vila onde nos acolhe a figura de D. Fernando, segundo Duque de Bragança.
Subindo a rua até à praça de armas vai-se impondo a impressionante grandeza da Torre de Menagem. Lá dentro, o museu Militar conta a
história centenária do castelo e o último piso é um admirável miradouro sobre a cidade e a vastidão dos horizontes de montanhas cor de
bronze da bela paisagem de Trás-os-Montes.
Tras-Os-Montes
Ainda no recinto, um curioso pelourinho assente num berrão (porco) de pedra lembra os povos celtas que habitaram a região e a singular Domus
Municipalis, onde nos tempos medievais se reunia o Senado municipal, é um belo e raro exemplo de arquitectura civil românica.
Fora das muralhas Bragança é uma cidade animada por gente acolhedora e ruas onde se perfilam palácios da nobreza.

Mirandela fica no fim da estreita e pitoresca linha ferroviária do Tua, e é conhecida pelos seus bonitos jardins que descem até ao rio Tua e pela «Ponte
Velha», de estilo românico e com 20 arcos assimétricos.
O castelo e o pelourinho já desapareceram, mas vale a pena visitar a Igreja Matriz setecentista e os Paços do Concelho, igualmente do século XVII, e que
foram antes o Palácio dos Távoras, imponente construção nobre reedificada no século XVII, o Palácio dos Condes de Vinhais, a cerca amuralhada da qual
resta apenas a Porta de Sto. António, a ponte velha, que continua a constituir uma incógnita quanto à data de construção e que constituem valores
patrimoniais e a cultura de um povo.
Em Mirandela nasceu também, com exemplo dado, o conceito de cidade jardim. O culto da flor invadiu todos os espaços. Milhares de belas flores estendem-
se por uma cidade inteira que vale a pena visitar.
Por todo o concelho há vestígios de povoamento pré-histórico, bem documentado por monumentos megalíticos e diversos castros.
O Santuário de Nossa Senhora do Amparo proporciona uma bela panorâmica dos arredores.
Ao falar de Mirandela, é inevitável mencionar a sua mais famosa especialidade gastronómica: a alheira, feita de carne de porco, galo, galinha, caça e pão, e
temperada com alho, louro, pimentão e, por vezes, um pouco de piripiri.

A vila de Murça é especialmente conhecida pela «Porca», uma escultura em granito que data da Idade do Ferro e que esteve provavelmente ligada a cultos de
fertilidade. Ergue-se no jardim da praça central, com os seus impressionantes 2,8 metros de medida no ventre, 1,10 m de altura e 1,85 m de comprimento.
O património histórico-arquitectónico mais significativo encontra-se, é óbvio, na parte antiga. Mais que qualquer outro monumento, é a chamada Porca de
Murça que simboliza a vila.
A proximidade à exploração aurífera de Jales determina a existência de alguns vestígios da romanização, nomeadamente pontes e calçadas. De épocas ainda
anteriores, existem alguns monumentos megalíticos e castros, dos quais o mais conhecido e explorado é o Crasto de Palheiros.
Capela da Misericórdia de Murça - A capela destaca-se na envolvência urbana pela cenográfica fachada barroca, profusamente decorada.
Pelourinho de Murça - De entre as estruturas que ilustram a antiguidade da povoação, destaca-se o “Pelourinho de Murça”, incluído na classificação de
edifícios antigos como “monumentos nacionais”. Símbolo maior da autonomia e do poder municipais, o pelourinho remonta ao século XVI.
Murça é conhecida pelo seu mel, queijo de cabra e enchidos. Na sua gastronomia sobressaem os derivados da matança do porco.
O edifício dos Paços do Concelho é um solar do século XVII. Ocupa toda a ala Norte da Praça 5 de Outubro – a Praça Velha – onde estão os símbolos da
autonomia, do poder, e dos afectos, onde se percebe o convívio dos moradores e a visita afectiva dos emigrantes, que fazem da “Praça Velha” uma âncora
para fundear as saudades.
Ainda edifício da Câmara Municipal, é o antigo Mosteiro das freiras beneditinas, cuja origem e acção social marcou profundamente a vila de Murça.

Nas margens do Rio Corgo, a cidade de Vila Real ergue-se a cerca de 450 metros de altitude. Considerada nos séculos XVII e XVIII como a “Corte de Trás-
os-Montes”, título ganho com a presença dos nobres que aqui se fixaram. São várias as casas senhoriais, legados dessa época, que podem ser vistas ainda
hoje. A presença romana encontra-se visível em ruínas que resistiram ao tempo, como é o caso da Arca Tumular Românica junto à Igreja do Salvador.
Visite também o Museu de Vila Real, para compreender um pouco melhor a história da cidade. Não deixe ainda de passar pelo Palácio ou Casa de Mateus.
A Casa de Mateus foi edificada durante a primeira metade do século XVIII e é uma edificação barroca de grande beleza e de raro efeito plástico e
arquitectónico. Uma parte da casa encontra-se aberta ao público através de visitas guiadas, apresentando-se como uma autêntica casa museu. Ao longo da
visita percorre-se o salão nobre, a biblioteca e várias salas onde se observam peças de mobiliário e faiança de incalculável valor. A capela e os jardins são
também dignos de visita.
Cabe destacar que é também famoso o vinho Mateus, o mais emblemático dos vinhos rosés em Portugal.
 
Tras-Os-Montes
...Trás-os-Montes e Alto Douro situa-se no Nordeste de Portugal continental, correspondendo aos distritos de Vila Real e Bragança, bem
como a quatro concelhos do distrito de Viseu e a um concelho do distrito da Guarda. Faz fronteira com a Espanha, a norte e a leste, e
confina com as províncias da Beira Alta, a sul, e do Douro Litoral e do Minho, a oeste. O relevo desta região é formado por um conjunto
de altas plataformas onduladas cortadas por vales e bacias muito profundas. O seu clima é mediterrânico com influência continental, mais
agreste e frio nas áreas planálticas, mais quente nas áreas profundas encaixadas do Douro. Além da vinha - em especial a vinha da Região
Demarcada do vinho do Porto, onde a paisagem se individualiza com as suas imensas encostas e quintas -, produz culturas como o
centeio, a cevada e a batata. Esta região apresenta, nos seus principais pratos típicos, o pão e as bolas; bacalhau, alheiras, presunto,
cabrito e vitela, com destaque para a posta mirandesa; peixes de rio, como a truta; grelos, feijão, cogumelos e castanhas; folares, queijadas
e bolos de mel, entre outros. A região de Trás-os-Montes é uma das mais ricas em achados arqueológicos de toda a ordem e de todas as
épocas. São de assinalar as estações do paleolítico da serra do Brunheiró e Bóbeda, bem como dólmenes e povoados do período
Neo-eneolítico. A famosa ponte de Trajano, por seu turno, é um dos melhores exemplares da arquitectura romana em Portugal.
Esta região possui um folclore muito rico, patente, por exemplo, nos seus dialectos (sendinês, mirandês, guadramilês e riodonorês). A
música tradicional é uma das mais relevantes do país. São de um lirismo extremamente sóbrio e penetrante, quer os hinos sagrados e
cânticos de trabalho, quer os poemas de amor e de morte em que se expande a alma do povo duriense e transmontano...
 
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