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Aveiro, Ilhavo, Coimbra - dia completo
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Programa
A cidade de Aveiro, a Veneza Portuguesa, é atravessada por canais, o que lhe confere um carácter específico. Na zona velha podem
ver-se as pitorescas casas dos pescadores, caiadas de branco, e assistir, todas as manhãs, ao leilão do pescado apanhado durante a noite,
no Mercado do Peixe.
A cidade de Aveiro é também um destino famoso pelas suas estupendas praias que se estendem ao norte e sul da sua costa. Os canais
que sulcam a cidade estão repletos de barcas multicolores.
A parte mais atraente de Aveiro está ao redor da ponte sobre o canal principal. O mais característico da cidade é o bairro histórico perto
do mercado de pesca, as casas de cores pastel de algumas ruas como a rua João Mendonça ao norte e a sua zona comercial a sudeste.
Para os amantes da cultura, a rota da Arte Nova conduz-nos por mágicos recantos da típica arquitectura portuguesa. Aqui se destacam
majestosas varandas com muitas ornamentações, ademais de vitrais e trabalhos em ferro forjado.
Também se destacam os azulejos das fachadas e as diferentes capelas, legados da cultura medieval. A gastronomia local caracteriza-se
por um variado menu marítimo.
A província de Aveiro oferece um leque variado de passeios e excursões. Á ria de Aveiro pode-se chegar de automóvel; encontra-se separada do mar por um
estreito cordão de 50 quilómetros e podemos ver as povoações pesqueiras da zona, maravilharmo-nos com a diversidade da fauna e flora e conhecer as
salinas e pequenos portos.

Ílhavo é uma povoação virada ao Atlântico, orgulhosa de uma bonita costa onde sobressai a Praia da Barra. O farol é um dos maiores da Europa, com 62
metros.
É conhecida também pela fábrica de porcelana da Vista Alegre – nela se fabricam as porcelanas consideradas como as mais prestigiosas do mundo. Hoje em
dia, formando parte do conjunto, considerado como um dos símbolos da cidade, encontra-se o museu de Vista Alegre, instalado nas antigas dependências da
Fábrica de Porcelanas de Vista Alegre e nele se mostra, em centenas de peças, a larga tradição do artesanato em barro e da cerâmica local.

Orgulhosa pela sua universidade, pela sua cerâmica e pelo fado, Coimbra oferece estreitas ruas pavimentadas, praças comerciais e vistas das colinas que dão
sobre o rio Mondego. Coimbra, uma mistura maravilhosa de séculos de cultura, é uma das principais capitais históricas de Portugal.

A cidade divide-se numa parte superior - a secção episcopal e universitária - e numa parte inferior perto do rio - a zona comercial. Da parte baixa da cidade
mais moderna, na margem direita do Mondego, as ruas ascendem à cidade superior, com os largos edifícios da universidade, numa colina a 100m de altura.
Esta universidade, rica de história e por ser a sede mais antiga de estudos em Portugal, foi fundada no século XIII. Entre os lugares mais visitados estão o
Pátio das Escolas (o pátio principal), Biblioteca de Joanina (a biblioteca construída no século XVIII, com livros raros dos séculos 16 e 18), a Sala dos
Capelos (o grande Hall), a capela da universidade e o jardim botânico. Devemos dar uma vista de olhos á biblioteca, conhecida como uma das bibliotecas
mais sumptuosas da Europa e obra prima do período barroco. Do pátio das Escolas, dando sobre o rio Mondego, a vista é surpreendente.

Entre muitos outros edifícios históricos, merecem uma visita:
- as duas catedrais, tanto a catedral Velha (edifício imponente, um dos mais importantes em estilo Romanico) e a catedral Nova (do século XVI).
- o arco de Almedina do século XII (exactamente na entrada da Rua Ferreira Borges, passagem para a parte superior da cidade).
- a igreja histórica de Santa Cruz (onde os primeiros reis Portugueses estão sepultados, sendo a casa monástica mais importante do primeiro período da
monarquia Portuguesa).
- o Museu Nacional Machado de Castro (perto da Se Nova, com esculturas dos séculos 14 e 16, tapeçarias, objectos Romanos e outros tesouros).

Os cafés no largo da Portagem perto da Avenida Emídio Navarro oferecem um bom lugar para observar as gentes da cidade. Saboreie o seu café sob a Igreja
Santiago na Praça do Comercio. Diversos restaurantes ao longo das praças principais oferecem também mesas exteriores e menus completos.
Podemos parar aqui para o almoço e o seu guia indicar-lhe-á um bom restaurante. Coimbra é conhecido pelo seu amor á carne de porco. Alguns dos seus
pratos mais regionais incluem o leitão assado, feijoada (incluindo salsicha, chouriço e paprika). Em Coimbra a “Chanfana” é popular em toda a cidade
universitária. É cordeiro cozido em vinho tinto. Os bolos da região, chamados Santa Claras (deliciosos pasteis enchidos de creme) são também uma
delicadeza local. Coimbra é o centro das regiões de vinhos Dao e Bairrada, famosos em Portugal. A região de Bairrada tem dos melhores vinhos de mesa
tintos em Portugal.

O centro histórico de Coimbra está cheio de ruas antigas e estreitas. Mas para sentir a atmosfera, o melhor itinerário é divagar pelo Rua Ferreira Borges/Rua
Visconde da Luz, principal artéria de compras. Os armazéns, as galerias, os cafés alinham-se nas ruas de Coimbra, incluindo um grupo de tabernas de vinho
que abastecem os estudantes da cidade. O arco de Almedina, exactamente no fim da Rua Ferreira Borges, está em linha de acesso à cidade superior. Uma vez
que cruzamos o arco de Almedina, as pedras do pavimento erguem-se num movimento ascendente. A meio da subida encontrarão as escadas de Quebra
Costas. Pare um momento para descansar. Coimbra é conhecida pela sua cerâmica pintada á mão que reproduz modelos dos séculos 15 a 18. A melhor
selecção está na Rua da Velha, entre o arco de Almedina e a parte superior das escadas de Quebra Costas.
 
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Coimbra
Localizada na sua magnífica colina, em posição altiva, encontra-se a bela Coimbra, terra de história e tradição. A seus pés
correm em calmaria as águas do Mondego, formando como que um espelho onde a cidade reflecte toda a sua graciosidade.
Cidade de ruas estreitas, pátios, escadinhas e arcos medievais, Coimbra foi berço da primeira Universidade do País e uma das
mais antigas da Europa. Aeminium - nome romano de Coimbra - tornou-se efectivamente uma cidade junto à via Olissipo-
Braccara Augusta. Depois dos Visigodos e dos Árabes, o conde D. Henrique e a rainha D. Teresa fazem dela sua residência e,
na segurança das suas muralhas, nasce aquele que viria ser o primeiro rei de Portugal - D. Afonso Henriques. O Românico e o
Gótico viriam a erguer em Coimbra construções de inegável beleza. O século XVI trouxe a Coimbra a instalação definitiva da
Universidade e a fundação de inúmeros colégios. O aspecto desta Coimbra de Quinhentos pouco irá mudar até finais do
século XIX. É certo que novas casas, colégios, igrejas se edificarão, a Universidade crescerá, mas o traçado urbano sofrerá
poucas alterações. Coimbra é ainda o berço de uma especial categoria de Fado, interpretada pelos estudantes Universitarios,
que ainda pela noite fora, cantam ás suas donzelas: “Coimbra do choupal, ainda és capital, do amor em Portugal”...
Aveiro
A historia de Aveiro esteve sempre vinculada á agua, pois, na sua fundação estava situada junto ao mar e com o posterior encerramento da baia ficou
disposta na ribeira de uma extensa ria. Um grande canal chega até á cidade, onde os multicolores moliceiros, embarcações de proa levantada com as quais se
extrai da ria o moliço, composto de algas, oferecem um particular colorido ás cidade, que se completa com painéis de azulejos dispostos em varias artérias.
Os anais da historia encarregaram-se de conceder-lhe o caracter salgueiro e importância com centro piscatório. O período de maior esplendor chegou no
século XVI, momento em que as cidades do norte Português realizaram diversas campanhas de pesca em aguas da Terranova. Nos finais do século XIX
construis-se um canal que chegava até ao mar. Um passeio pela cidade obriga a contemplar o amontoado bairro dos pescadores, onde inumeráveis casas
brancas se apertam em estreitas ruas e participar da vida quotidiana no mercado de peixe. A barroca igreja da Misericórdia é profusamente decorada de
azulejos no seu interior. A não perder será também um passeio de barco na ria de Aveiro.

Ilhavo
Muitos houve que acreditaram que Ílhavo deve a sua origem a colónias pelágicas, fenícias, ítalo-gregas. Segundo a tradição, pelos anos de 1372 a.C. uma
colónia de gregos, da formosa raça pelágica, entrou pela foz do Vouga e se estabeleceu nas suas margens. Dessa colónia procedem, embora já muito cruzados
com outras raças, os ilhavenses, que ainda hoje conservam o tipo gracioso e elegante daquela formosa raça. Concelho desde sempre dedicado ao mar, cedo as
suas gentes descobriram a sobrevivência económica através dele.   A pesca do bacalhau e toda a sua epopeia vivida nos mares frios da Gronelândia e da
Terra Nova, está presente na memória colectiva, sendo um património dos portugueses, onde os pescadores e capitães desta terra foram baluartes.  
Paralelamente à existência de uma agricultura intensiva (pois eram estas terras as melhores do Baixo Vouga), nascia nos finais do século XIX, a Fábrica de
Porcelana da Vista Alegre, que pela sua dimensão na época e influência cultural exercida, foi um factor de forte desenvolvimento do concelho, bem como de
zonas limítrofes.  A localização privilegiada e a vocação marítima, propiciou o aparecimento de zonas portuárias, particularmente de pesca longínqua, com
todas as actividades de construção e reparação naval, bem como indústrias de secagem e de frio, que foram um factor marcante no desenvolvimento
económico e social.  
 
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