Excursões privadas em Lisboa e arredores
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Programa Cruzamos a ponte “Vasco da Gama” e atravessando o rio Tejo, teremos uma soberba vista. A nossa primeira paragem será em Borba. A pequena vila alentejana de Borba data de 1662. Caracteriza-se pela abundância de mármore branco e pelos vinhos de sabor a fruta, deslumbrantemente brilhante entre oliveiras, na vertente norte da montanha. Entre as suas atracções turísticas figura a igreja de São Bartolomeu dos finais do século XVI, cheia de tesouros de mármore. Todas as ruas em Borba são pavimentadas de mármore e com amostras significativas da bonita pedra na arquitectura da cidade como nas torres sineiras, fachadas, fontes barrocas, lógias, muralhas, janelas, escadarias e rincipalmente nas chaminés, que em Borba fazem parte de uma colecção impressionante. A vida da cidade gira em torno de Praça 5 de Outubro com a Câmara Municipal e a igreja paroquial.
Prosseguimos a Vila Viçosa, habitado por romanos, visigodos e Mouros. Uma jóia no tesouro do Alentejo, além do mármore que é a fonte principal da economia local. Conhecemos Vila Vicosa como a capital do mármore e a bonita pedra extraída pode ser vista em toda a arquitectura de casas e de palácios como também nas fontes, nas igrejas e nos conventos. Aqui, em Vila Vicosa, cada casa é perfeitamente caiada, e as janelas estão sempre adornadas de flores. A praça do palácio em frente ao palácio Ducal é uma das mais bonitas do país. E fica situada na entrada desta nobre e aristocrática cidade. Em princípios do século XIV, o rei Dinis mandou construir um castelo e em 1502 começou-se o edifício do Palácio Ducal, remodelado entre os séculos XVI e XVII, num estilo Renascentista tardio e sóbrio. Tempo livre para ver o palácio que conta impressionantes colecções de arte nas suas cerca de 50 salas.
E então atravessamos a fronteira e chegamos a Badajoz, Espanha. Lingua diferente, país diferente. Localizada na margem do rio Guadiana, só a seis quilómetros de Portugal. Um passeio pelo bairro histórico revelará as muralhas árabes, como também pitorescas ruas e monumentos. As ruas mais típicas ficam situadas ao pé do Alcazaba, ao redor da plaza San José e plaza Alta. Na plaza de España temos a prefeitura e a catedral de Badajoz.
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Na área da plaza de España, temos um dos melhores lugares para encontrar a culinária da Extremadura. A culinária de Badajoz inclui receitas antigas feitas com produtos locais, como também outros que foram trazidos da América, como páprica e batatas. Sopa de tomate, cordeiro assado e truta frita são alguns dos pratos que deveriam ser servidos com as excelentes linguiças ibéricas. Os vinhos deverão ter a designação de rótulo de Origem - Ribera del Guadiana.
Regressando a Portugal paramos em Elvas. Elvas reteve muito do seu carácter mouro original. A cidade agita-se ao redor da Praça da República. A monumentalidade de Elvas é muito valiosa: aqueduto da Amoreira, fortes da Graça e de Santa Luzia, muralhas seiscentistas, castelo, igrejas e património militar edificado são os expoentes de uma visita turística. Em Elvas aconselhamos a confeitaria regional como as ameixas.
Antes de chegar para Lisboa paramos em Arraiolos, assente numa paisagem deliciosa sobre uma colina da planície alentejana com vistas magníficas. A cidade é notável pelos seus coloridos tapetes, feitos á mão em ponto cruz, técnica presumivelmente herdada dos mouros, que foi aqui praticada desde o século XVII, baseados em imitações Persas.
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...O Alentejo é a maior região natural de Portugal. O relevo da região caracteriza-se pela grande uniformidade de peneplanícies. A agricultura e a pecuária são as actividades que marcam o perfil social e económico da sociedade alentejana. As principais culturas são o trigo, o centeio, o girassol e o tomate. São igualmente importantes as produções de cortiça, vinho e azeite. Na pecuária, merece referência a criação de gado bovino, ovino e suíno. O declínio da agricultura tem sido parcialmente compensado pela expansão de actividades relacionadas com o turismo. ...Alentejo é a praia, é a serra, são planícies sem fim. É cortiça, é azeite, é vinho – e muito espaço deixado aberto à natureza simples, alecrim e rosmaninho. É cartola de mágico, a todo o instante explorada: dela saem tapetes, chocalhos, petiscos. No interior, a planura imensa, searas louras ondulando ao vento; no litoral praias selvagens, duma beleza agreste e inexplorada. A amplitude da paisagem é entrecortada por sobreiros ou oliveiras que resistem ao tempo. Aqui e ali ergue-se um recinto muralhado ou a simplicidade duma anta a lembrar a magia do lugar. Nos montes, casas térreas e brancas coroam pequenas elevações, os castelos evocam lutas e conquistas e os pátios e jardins atestam influências árabes, que moldaram povo e natureza. Quanto mais para sul, as únicas sombras são proporcionadas pelas oliveiras e pelos carvalhos e os únicos locais frescos são as represas e barragens. Uma viagem ao a Beja, a Serpa valerá sempre a pena. Sendo uma região com a maior amplitude térmica (desce aos 5º C ou sobe aos 33ºC), as zonas povoadas das Planícies estão muito dispersas e com vastos horizontes entre elas, onde a vida segue ao ritmo das canções regionais. O sobreiro dá à paisagem a marca mediterrânea. No vale do Sado, o pinheiro manso rivaliza com o sobreiro – é do pinhão que se produz artesanalmente um delicioso doce local: a pinhoada. O Alentejo apresenta uma grande variedade de pratos tradicionais, destacando-se a açorda alentejana, as migas, o ensopado de borrego e o lombo de porco com amêijoas; o gaspacho, o queijo de ovelha e as sopas de espargos, de poejos e de beldroegas; as azevias, boleimas e outros doces à base de amêndoas...
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